13 julho 2021

Presidente da Acomac de Rio Preto visita casa de apoio a pacientes com câncer em Barretos

 

Milton de Carvalho, da Acomac, e o paraguaio Waldemar Garcia Netto, que realiza tratamento no Hospital do Amor e está hospedado na Casa do Maçom de Barretos

 O presidente da Acomac (Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção) de São José do Rio Preto, Milton de Carvalho, proprietário da Hidraurio, visitou nesta segunda-feira (12) a Casa do Maçom João Baroni, em Barretos. Milton que já foi delegado regional da Grande Loja Maçônica no Estado de São Paulo (Glesp) ficou encantado com as instalações do local. “Tudo feito com material de primeira linha e mantido sempre limpo para dar conforto às pessoas atendidas no local”, destacou Milton.

Composta por 22 apartamentos, onde se pode se acomodar duas pessoas, a casa foi construída com objetivo de acolher maçons e parentes que necessitam de tratamento no Hospital do Amor de Barretos. Localizada na rua Paraguai, 1800, no jardim Nova América, a casa recebe maçons e familiares de todo o Brasil e até de fora do país.

No dia da visita do presidente da Acomac, oito pessoas estavam hospedadas no local. Entre elas um maçom de Macapá, capital do Estado do Amapá, e um paraguaio, Waldemar Garcia Netto, maçom da cidade de Encarnação. “Sai lá do Paraguai para coincidentemente vir se alojar por uns tempos aqui na rua Paraguai”, disse Waldemar, referindo-se ao fato da Casa do Maçom ficar localizada na rua que leva o nome do seu país.

A obra foi idealizada pelos membros Loja Maçônica “Fraternidade Paulista”, que tem 127 anos de fundação. Foi inaugurada em 27 de abril de 2008 com presença dos grão-mestres das três potências maçônicas paulistas. O prédio foi construído formando o desenho de um esquadro e compasso, que somente pode ser observado visto do alto por imagens feitas por drone ou avião.

Todos os apartamentos possuem frigobar, tv e ventilador de teto. A casa possui cozinha e lavanderia equipada, disponibilizadas aos hóspedes. Os quartos são disponibilizados apenas para maçons, esposa, filhos e seus pais. A hospedagem era grátis, até pouco tempo. Mas devido a queda na arrecadação de doações por causa da pandemia, cobra agora R$ 15, a titulo de ajuda para quem puder pagar.

A casa oferece farto café da manhã, almoço e café da tarde. Para atender a todos os hóspedes o local conta com seis funcionários: duas cozinheiras, duas faxineiras, um agente administrativo e um motorista que leva os pacientes, com veículo da instituição, até os locais de consultas e de exames do hospital. As despesas da casa giram em torno de R$ 50 mil mensais, arcadas por meio das lojas maçônicas da cidade e todo o Brasil.

Milton de Carvalho, presidente da Acomac, assina o livro de visitas da Casa do Maçom João Baroni, de Barretos


Ribeirão Preto

Dezesseis dos 26 apartamentos da Casa do Maçom de Ribeirão Preto já estão concluídos. A previsão do restante é para ficar pronta até o final deste ano

 Projeto semelhante da Casa do Maçom de Barretos está sendo erguido em Ribeirão Preto, cidade também reconhecida pela sua excelência em saúde. Projeto, iniciado três anos atrás, prevê 26 apartamentos, sendo que 16 já estão prontos e a previsão é que até o final deste ano sejam concluídos o restante para que a Cada do Maçom de Ribeirão Preto (CMRP) entre em funcionamento.

O organizador de eventos científicos Marco Antônio Mauro Portela, presidente da comissão organizadora das obras, informou à Folha do Povo que Ribeirão Preto é uma cidade onde diariamente centenas de pessoas de outros municípios e Estados buscam tratamento nos hospitais e clínicas ribeirão-pretanas. “Muitas dessas pessoas, porém, com dificuldades financeiras, não têm onde ficar”, explica, ressaltando que os maçons preocupados com esse problema resolveram edificar essa obra para acolher essas pessoas.

“Fomos lá em Barretos e vimos como funciona”, adianta Portela. “A diferença é que a casa em Barretos oferece abrigos às famílias de maçons e aqui em Ribeirão Preto nós vamos atender a todas pessoas que necessitam. Não será preciso ser familiar de maçons”. Não haverá distinção de qualquer natureza, quer de religião, seita, raça, condição social ou nacionalidade, maçons ou não maçons.

“Vamos oferecer um local digno, bem estruturado e gratuitamente nesse momento que é tão difícil e delicado para as pessoas que fazem tratamento de saúde”, afirma Portela. “Acolher é um ato de amor”. O projeto está orçado em cerca de R$ 2 milhões e, além das lojas maçônicas e doações de maçons, teve, em sua primeira etapa, apoio da Fundação Banco do Brasil.

 Para ajudar na arrecadação de recursos para a construção da Casa do Maçom de Ribeirão Preto a comissão organizadora das obras nomeou representantes em diversas cidades, que eles chamam de “embaixadores”. Entre eles estão os rio-pretenses: o cartorário Francisco Madeira, o advogado Paulo Carnimeo e o jornalista Nelson Gonçalves.

Entre as lojas maçônicas que ajudaram na construção da Casa do Maçom de Barretos está a "Sabedoria e Trabalho", de São José do Rio Preto
Vista aérea da Casa do Maçom de Barretos. Visto por cima é nítido o desenho de um esquadro e de um compasso, símbolo da Maçonaria universal

Espaço interno da Casa do Maçom João Baroni, em Barretos




Fachada do prédio da Casa do Maçom para a rua Paraguai, em Barretos

Marco Portela, presidente da Casa do Maçom de Ribeirão Preto, entrega chave simbólica de um dos apartamentos para o grão-mestre João Xavier 

Vilibaldo Faustino, diretor de Comunicação, e o presidente da Casa do Maçom de Ribeirão Preto, Marco Portela, diante das obras em fase de acabamento



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