04 junho 2021

Uso de álcool na pandemia requer mais cuidado para evitar acidentes com queimaduras

 

Austa Hospital é centro especializado para todas as complexidades,
 com centro cirúrgico completo, equipe multiprofissional capacitada e unidade de queimados

Neste domingo (6) é o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras. A data dá início ao "Junho Laranja", mês em que a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) e instituições de saúde conscientizam a população para a prevenção de acidentes com queimaduras. Estes, cujo risco aumentou com a eclosão da pandemia da covid-19, pois o uso intensivo de álcool para limpeza das mãos e objetos é uma das principais medidas de proteção ao contágio do coronavírus.

"O álcool, líquido e em gel, é um produto inflamável, mas essencial para limpeza das mãos e de superfícies e deve continuar sendo usado para nossa proteção. Importante é que as pessoas tenham muito cuidado ao utilizá-lo", orienta a cirurgiã plástica Eliane Garcia, do Austa Hospital.

O uso mais intensivo de álcool durante a pandemia, associado a presença maior das pessoas em casa, resultou no aumento de atendimentos de queimaduras nos hospitais.

No Brasil, segundo a SBQ, são cerca de 150 mil internações por ano em razão de queimaduras, não só pelo uso de álcool, mas também por líquidos e superfícies quentes, eletricidade, entre outros. Desse total, em média, 30% das vítimas são crianças.

A pele é o maior órgão do corpo humano e o tratamento das queimaduras depende da profundidade e de sua extensão. Os casos mais simples podem ser tratados apenas com troca de curativos e pomadas. Casos mais graves podem necessitar de cirurgias com enxertos (usa-se fatias finas de pele saudável do paciente que são transferidas para a área acometida) ou retalhos (transferência de pele e tecido irrigado por artérias para a área acometida).

A cirurgiã plástica do Austa Hospital ressalta que não são todas as instituições de saúde que têm condições de oferecer atendimento a queimados, sobretudo, quando é necessária a intervenção de um cirurgião plástico. "O hospital precisa ter uma equipe multiprofissional capacitada e centro cirúrgico com toda a infraestrutura, pois trata-se de procedimento complexo", pontua Dra. Eliane. Além destes requisitos, o Austa Hospital conta também com a Unidade Especializada de Tratamento de Queimados.

Segundo ela, a cirurgia plástica está indicada quando existem alterações com perda de estética ou função da região acometida pelas queimaduras. Usualmente, isso ocorre em queimaduras de segundo grau profundo ou terceiro grau. "O acometimento funcional pode estar prejudicado, por exemplo quando a queimadura ocorre em áreas de dobras no corpo (pescoço, cotovelos, axilas) e ocorrem aderências que dificultam a movimentação do local. A parte puramente estética pode variar muito, desde mudanças na cor da pele, até perda de partes moles/tecido", explica a médica do Austa Hospital.

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