30 junho 2021

Na hora da compra ou de buscar informações pela internet é preciso ter cuidado com os sites falsos

Na hora da compra ou de buscar informações pela internet é preciso ter muito cuidado com os sites falsos

 

Comprar online é muito prático, rápido e fácil. Porém, muitas vezes a facilidade pode se tornar uma dor de cabeça. São comuns as promoções e ofertas imperdíveis nos sites de compra, mas é preciso ter atenção redobrada para não cair na cilada de sites não seguros.

Para ajudar o consumidor que deseja realizar compras pela internet a Folha do Povo foi buscar junto ao Procon e especialistas em Direito do Consumidor algumas dicas para não cair nesses golpes. Os sites da Fundação Procon de diversos Estados disponibilizam lista dos sites fraudulentos.

Em uma dessas listas estão relacionados 515 sites que tiveram reclamações de consumidores em diversos Procons do País, principalmente em relação a entrega ou falta dela e nem sequer respondem as ocorrências.

De acordo com advogado Sérgio Parada, especialista em Direito do Consumidor, “o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 provocou um aumento considerável das compras pela internet e, consequentemente, também têm sido registradas mais fraudes”.

Sérgio Parada afirma que a pandemia fez aumentar o número de compras pela internet e, consequentemente, também a quantidade de golpes virtuais


Lista com nomes de sites duvidosos

As listas com os nomes dos sites duvidosos foram elaboradas com base em diversos fatores como, por exemplo, o número de reclamações do consumidor e a quantidade de notificações enviadas pelos Procons. Entre esses sites estão aqueles que foram denunciados por não entregar os produtos comprados, que não disponibilizam contatos para os clientes efetuarem reclamações, que estão sem cadastro ativo na Receita Federal ou que simplesmente não estão aptos para emitirem notas fiscais.

Alguns desses sites listados já estão fora do ar. A recomendação dos especialistas é para sempre ficar atento e antes de efetuar a compra verificar todas as possíveis informações sobre a loja, inclusive o registro no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e certificar-se se consta endereço e telefones de contato, além de verificar se existem reclamações registradas nos Procons. Confira essas listas nos sites dos Procons de São Paulo e do Rio de Janeiro

O secretário do Procon em Macaé, Carlos Fioretti, alerta que é preciso muito cuidado com as compras virtuais. “Escolha sempre lojas de confiança, se possível com indicação e opinião de algum conhecido que já tenha adquirido algo lá e, principalmente, desconfie de preços muito diferentes da concorrência” avisa, ressaltando que “não existe mágica”. “Quando a esmola é demais qualquer santo desconfia”.

Recentemente uma empresa de leilões de veículos em São José do Rio Preto teve seu site forjado por uma quadrilha especializada nesse tipo de crime cibernético. Os bandidos fizeram um site idêntico ao da empresa, utilizando o mesmo logotipo, o mesmo nome e até as fotos da fachada da empresa. A única diferença quase que imperceptível para os outros dos leigos era que o nome do site na barra de endereço do navegador ao invés de conter o “.br” (ponto br) no final tinha uma barra ( / ) no lugar do ponto ( . ). Ou seja, o site não era o mesmo. Era falso.

Notícias falsas

Além dos sites de compras falsos os bandidos também criam sites de notícias falsos para disparar mentiras contra instituições ou destruir biografias de pessoas. Esses sites em geral terminam sem o “.br” e são registrados, propositalmente, fora do Brasil com a intenção de dificultar a localização e a verdadeira identidade de seus proprietários.

Os sites falsos não possuem na seção “Quem Somos” endereços, nem telefones e muito menos os nomes de seus redatores. E quando o possuem são falsos ou de pessoas que não existem. Utilizam-se de muitos adjetivos (elogiosos ou críticos) nos textos, além de erros banais de concordância e de grafia. 

E as notícias publicadas por esses sites são sempre bombásticas e impactantes, com o objetivo de denegrir imagens de instituições ou de políticos que acabam de fazer geralmente alguma denúncia contra o governo. Não informam. Prestam desserviço, com a intenção de confundir ou desviar a atenção da opinião pública sobre fatos importantes que estão ocorrendo no país.


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