30 dezembro 2020

Dois prefeitos eleitos na região não poderão tomar posse no dia 1º

 

Juliano de Oliveira e Claudio Martins, respectivamente eleitos prefeitos em Mendonça e Uchôa, não poderão tomar posse no dia 1º

Em 96 municípios do país não haverá posse dos prefeitos eleitos no dia 1º de janeiro de 2021. Isto porque os que venceram as eleições nesses lugares tiveram seus registros indeferidos pela Justiça Eleitoral. Os prefeitos eleitos de Mendonça e Uchoa, na região de Rio Preto, não poderão tomar posse.

Na região de Rio Preto são dois municípios nessas condições. Em Uchoa o prefeito eleito Claudio Martins (MDB) está com sua eleição sub-judíce por causa do indeferimento do registro de seu vice-prefeito na chapa, Jurandir Ferrarezi, o Ju, do DEM.  Praticamente a mesma situação está ocorrendo em Mendonça, onde o prefeito eleito Juliano de Oliveira (PSDB) teve o registro da candidatura do seu vice-prefeito impugnado e disputou a eleição sob liminar. O juiz eleitoral alegou que a troca do candidato a vice-prefeito foi realizada fora do prazo permitido.

Enquanto a situação não for julgada definitiva nessas cidades, assumirão o cargo de prefeito  provisoriamente os presidentes das Câmaras de Vereadores. Se os recursos dos vencedores nas eleições forem deferidos eles tomarão posse posteriormente. Caso TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não conceda o registro para o mais votado haverá novas eleições. A previsão é de que as novas eleições aconteçam a partir de março.

 

Claudio Martins, prefeito eleito de Uchoa, aguarda julgamento

Claudio Martins informa que recorreu da decisão junto ao TSE para ver a possibilidade de afastar a improbidade administrativa do vice Jú e caso não seja aceito, que a Justiça, conceda, então, a divisibilidade da chapa, uma vez que ele possui todos os requisitos necessários para tomar posse.

Claudio venceu a eleição com 2.939 votos (49,01%) contra 2.648 votos (44,16% do atual prefeito Will de Carvalho (PSDB). Até que a decisão ocorra quem assumirá a prefeitura será o futuro presidente da Câmara, a ser escolhido em votação no dia 1º de janeiro. Porém já está praticamente tudo acertado para que o vereador Sargento Marcos (MDB), considerado como braço direito de Martins, seja eleito presidente da Câmara e assuma temporariamente a prefeitura de Uchoa.

Sargento Marcos deverá assumir temporariamente a prefeitura de Uchôa


Mendonça

Hericson Lino deverá ser eleito presidente da Câmara e assumir temporariamente a Prefeitura de Mendonça

Na Câmara dos Vereadores de Mendonça já está praticamente acertado que o vereador mais votado, Hericson Lino (PP), será eleito como próximo presidente da Câmara e, logo em seguida, assumirá como prefeito interino. “Não era isso o que eu queria, mas se for realmente preciso vamos assumir temporariamente essa responsabilidade”, afirmou Hericson à Folha do Povo.

Hericson foi reeleito para o seu segundo mandato como vereador. Ele é filho do ex-vereador Nirlei Lino, o popular Cabeceira, que hoje atua na cidade com uma empresa de locação de vans para viagens. Nirlei Cabeceira também esteve na assessoria do ex-prefeito Cyozi Aizawa.

 O prefeito eleito em Mendonça, engenheiro Juliano Oliveira (PSDB), afirma estar tranquilo e confiante de que a Justiça julgará ao seu favor. Ele foi eleito com 1.932 votos (51,47%) contra 1.822 votos (48,53%) do adversário José Sérgio (Solidariedade). E disse também que caso o julgamento seja contrário, exigindo nova eleição, que ele e José Pedro disputarão os cargos novamente. “Somos ficha limpa”, observou.

  A justiça impugnou a candidatura do então candidato a vice-prefeito Odair Milhossi (DEM) por ter sido condenado ao pagamento a multa de um salário mínimo. Ele foi acusado de cometer infração administrativa quando  prefeito (2012 a 2016). Odair renunciou a candidatura e, em seu lugar, ingressou o vereador José Pedro Fernandes (PSD). Acontece que o juiz eleitoral de José Bonifácio, Thiago Octaviani, impugnou a troca, alegando que estava fora do prazo legal.

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