20 novembro 2020

Jornalista morre em acidente na rodovia, próximo de Palestina

 

 Jornalista Fábio Cortez falece em acidente de carro, próximo de Palestina

Acidente na rodovia Luiz Dalben (SP-423), que liga a cidade de Palestina à rodovia BR-153, matou o jornalista Fábio Nunes Cortez, de 49 anos. O acidente ocorreu na noite desta quinta-feira. O carro que Fábio dirigia desgovernou-se na pista, capotou e bateu contra uma árvore, próximo ao distrito de Onda Branca. A Polícia ainda está investigando as causas do acidente. Alguns amigos acreditam que algum animal deve ter atravessado a pista obrigando o carro dirigido por Cortez frear bruscamente, pois ele era considerado como bastante experiente na direção de veículos.

Fábio era filho do ex-vereador paulistano Raul Cortez, que se elegeu na década de 90 por ser homônimo do famoso ator com o mesmo nome que fazia na época grande sucesso nas telenovelas. Fábio mudou-se para Bady Bassitt no final da década de 90 onde montou uma empresa para revenda de filtro de água. Foi candidato a vereador nas eleições de 2000 em Bady Bassitt. Embora tenha sido bem votado, em razão da legenda partidária, ficou fora da Câmara.

Posteriormente acabou sendo contratado para ser assessor parlamentar na Câmara Municipal. Apaixonado por comunicação, formou-se em Jornalismo pelo Centro Universitário de Rio Preto (Unirp). Foi chefe de gabinete da Prefeitura de Palestina e ultimamente respondia pela pasta da Saúde da cidade.

Comoção na cidade e redes sociais

Sua morte causou grande comoção na cidade e inúmeras mensagens de pesar foram postadas nas redes sociais. Ele era presidente do diretório municipal do Partido Solidariedade. “Recebi a triste notícia da morte do meu amigo e companheiro de militância, Fábio Cortez”, escreveu o deputado federal Paulinho da Força Sindical, presidente nacional da sigla. “Ele foi uma grande liderança política em Palestina. Fábio deixou um legado como secretário de Saúde e como presidente municipal do Solidariedade”.

O ex-vereador Jurandir Garcia, de Bady Bassitt, de quem Fábio era amigo, lamentou muito a morte do jornalista. “Fábio era uma pessoa muito comunicativa e estava vivendo um momento muito feliz. O grupo político, do qual ele fazia parte, ganhou as eleições em Palestina”.

“Por sua dedicação e excelentes serviços prestados à Câmara de Bady Bassitt na época em que fomos presidente e à cidade, expressamos nossas sinceras condolências à família, salientando que seu exemplo de dedicação e esforço com as causas públicas ficarão eternizadas como lembranças para todos”, afirmou o ex-vereador Eufrosino João Teodoro, o Tuti.

“Tive o prazer de conhecer e conviver com Fábio por algum tempo. Triste saber que ele se foi. Uma pessoa ímpar, que trabalhei e agradeço por tudo que me ensinou”, escreveu Lilian Freitas Fajan, nas redes sociais.

 Pra Ester Tavares dos Santos, Fábio Cortez “será eternamente lembrado pela garra, força e trabalho que fazia, mas nunca pensando em si e sim no coletivo, na comunidade”. “Minha gratidão por tudo que fez por muita gente e por minha família”, acrescentou Ester.

 Contribuição para o trevo de Bady Bassitt

O jornalista Nelson Gonçalves, da Folha do Povo, afirma que Fábio foi indiretamente o responsável para que ele pudessse chegar e ficar, cara a cara, com o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e reivindicasse, de maneira inusitada, a conclusão das obras do trevo de acesso à cidade na rodovia BR-153. “Estávamos em Ribeirão Preto cobrindo a visita do presidente quando o Fábio, sempre ligado a tudo que acontecia, me chama por telefone para avisar sobre um acidente que matou dois vereadores de Ubarana no trevo inacabado”, lembra Gonçalves. “Imediatamente ele nos encaminhou fotos do acidente por e-mail e aproveitando-se desse ‘ganho’ pudemos chegar perto do presidente, mostrar as fotos do acidente, falar da morte dos dois vereadores naquele dia, que totalizava 18 mortes no mesmo local em menos de um ano, e pedir a conclusão das obras do trevo. Acho que essa situação sensibilizou o presidente da República. Para forçar a barra falei que os dois vereadores eram do partido dele, o PT. Lula disse naquele momento que não sabia porque as obras estavam paralisadas, mas que ao chegar em Brasília ele nos retornaria para dar mais informações”.

Passado alguns dias, para surpresa de Gonçalves, ele recebeu uma ligação do Palácio do Planalto. O próprio Lula veio ao telefone dizendo que estava ligando para retornar sobre a solicitação e que tinha boas notícias para dar. Em seguida passou o telefone para um assessor que completou as informações falando sobre o recurso de R$ 5 milhões, que estavam contingenciados, seria liberado naquela semana para a conclusão das obras do trevo. 

Poucas pessoas sabiam dessa façanha bem sucedida. E Fábio vibrava e se sentia orgulhoso em saber que ele teve grande parcela de contribuição para que as obras do trevo fossem retomadas e concluídas. “Se não fosse o Fábio Cortez nos passar aquelas fotos e informações, não teríamos motivos e nem justificativa para chegarmos perto do presidente da República naquele dia e mostrar toda aquela situação”, avalia Gonçalves.

Acidente que causou a morte do jornalista causou consternação em Palestina

Veículo ficou totalmente destruído com o impacto na árvore

Fábio Cortez faleceu ao 49 anos de idade, em Palestina



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