12 novembro 2020

Baixa escolaridade de candidatos assusta, mas não inviabiliza exercício do mandato

 

 

Escolaridade baixa dos candidatos é assustadora. Menos de 5% tem diploma de curso superior

Quase todos os programas de governos dos candidatos têm a palavra “educação”. Mais da metade dos 542 mil candidatos inscritos não possuem sequer o ensino médio concluído. Apenas pouco mais de um terço dos candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito possuem certificado de grau dessa etapa.

É assustador quando se olha para a quantidade daqueles que serão as principais autoridades da cidade e não possuem diploma de conclusão de um curso superior, requisito tão exigido hoje para quem deseja ingressar no mercado de trabalho. Apenas 4,48% dos postulantes aos cargos nestas eleições no Brasil possuem curso superior completo.

Os dados estão dispostos para quem quiser ver, inclusive, município por município, no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O quadro reflete o nível de escolaridade no Brasil e pode assustar.

 A Constituição delega aos vereadores a responsabilidade de elaborar normas jurídicas e votá-las, dentre outras atribuições. Aos prefeitos, cabe gerenciar políticas públicas municipais e também propor ou vetar projetos de lei.

 O currículo básico escolar não compromete necessariamente a atuação e desempenho dos futuros políticos. Para o exercício do mandato, basta estar em dia com as obrigações de cidadão e não ser “ficha suja”.

 Nas últimas eleições fato curioso em pelo menos seis das 13 cidades da área de cobertura da Folha do Povo entre os candidatos mais votados para as câmaras municipais estavam os motoristas das ambulâncias. Os chamados “ambulanceiros”, que dado ao contato mais direto com moradores, aprenderam a converter em voto essa aproximação. No entanto, com raras exceções, a atuação como vereador que deveriam fiscalizar a miúde as ações dos prefeitos não é das melhores e deixam muito a desejar.

 Segundo especialistas em análises políticas, o perfil educacional dos candidatos é bem parecido ao da sociedade brasileira, quando comparados os dados do TSE com os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

51,2% dos candidatos são casados, mas tem 37,3% que se dizem solteiros como o prefeito de Bady Bassitt, Luiz Tobardini

A maioria dos candidatos se concentra na faixa etária entre 40 a 44 anos de idade

Ao todo 2.297 candidatos em todo o Brasil foram enquadrados como "Ficha Suja" e não poderão disputar as eleições deste ano



 

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