18 outubro 2020

Senar promove curso para ensinar construção de fossa séptica ecológica

 

A engenheira Cahina explica aos alunos como se faz a implantação das tubulações para interligar as três caixas d'água

A fossa séptica biodigestora, além de evitar a contaminação dos rios e córregos, produz adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em lavoras e pomares. Esse e outro benefícios da prática foram repassados no curso promovido pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizado neste final de semana em Bady Bassitt.

 Ao todo, 12 pessoas participaram do curso, que teve instrução da engenheira agrônoma Cahina de Camillo Silva, que além de ensinar em detalhes como se construir uma fossa séptica biodigestor, também deu outras dicas, como, por exemplo, de como manter as orquídeas sempre bonitas e vistosas.

 A técnica para a construção da fossa biodigestora é simples. Consiste em três caixas d’água conectadas entre si e que são enterradas para manter isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Esse material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenes, os fungos e bactérias. No final do processo, depois de um mês, o líquido, que vai passando de uma caixa para outra decompondo as bactérias, estará sem micróbios e pode ser usado como adubo.

 O advogado Demis Batista Aleixo, um dos donos da propriedade rural onde foi realizado o curso e implantado o sistema, explicou que o curso foi todo custeado pelo Senar. “Além do adubo, se reaproveita cerca de 3.000 litros de água”, explicou a engenheira, informando que cada descarga num vaso sanitário consome cerca de 6 litros de água.

 São Paulo é o Estado onde se 80% do esgoto é tratado. No Brasil a média de tratamento de esgoto é de apenas 52%. “Tem muito ainda a ser feito para possamos atingir 100% de esgoto tratado em todo o Brasil para se evitar a poluição dos rios e córregos”, informa Cahina.

 O sistema implantado no sitio da família Batista Aleixo, em Bady Bassitt, é recomendado para atender uma família com sete pessoas. Em uma das caixas é colocado pedra brita e areia fina, separadas por uma manta, para que se forme uma espécie de filtro. A água que sai no final só não é recomendável que se utilize diretamente para molhar hortaliças. Mas pode perfeitamente ser usada na lavoura de café, algodão e nos pomares.











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