30 julho 2020

Vice-prefeito presta depoimento na CPI e confirma que vereador tinha poder de mando

Em 2018 José Sérgio, o vice-prefeito Juliano e o vereador Tatinho participaram juntos de um evento em São José do Rio Preto
Em 2018 José Sérgio, o vice-prefeito Juliano e o vereador Tatinho participaram
juntos em um evento em São José do Rio Preto 

O vice-prefeito de Mendonça, engenheiro Juliano de Oliveira (PSDB), foi uma das pessoas arroladas como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura eventuais irregularidades pelo vereador José Sérgio de Oliveira (Solidariedade). A CPI apura se o vereador, ex-presidente da Câmara, estava acumulando funções de chefia na Prefeitura de Mendonça.

 O mecânico Orivaldo de Oliveira, popularmente conhecido como Vado da Oficina, protocolou denuncia na Câmara, alegando que o vereador foi flagrado por diversas pessoas dando ordens em servidores municipais e que estava constantemente no Paço e na Garagem Municipal. Segundo Vado, pelo fato de ocupar a função de vereador, José Sérgio não poderia acumular essas funções na Prefeitura. “A lei impede isso”, disse.

 Depois de ter protocolado a denúncia na Câmara, Vado contou à reportagem da Folha do Povo ter sido procurado em sua oficina por um integrante da família do vereador solicitando que ele retirasse a denúncia. “O que eu fiz eu não vou retirar”, disse Vado, ao se recursar a voltar atrás na denúncia apresentada à Câmara.

 Vado não nega que tem interesse na vaga do vereador José Sérgio por ter sido eleito como primeiro suplente a vereador pelo Partido Solidariedade. Vado chegou a pensar em sair do partido depois que vieram à tona as denuncias contra o presidente nacional da sigla, o deputado federal Paulinho da Força Sindical, acusado de desviar mais  de R$ 120 milhões em propinas de contratos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O deputado foi condenado a 10 anos e 2 meses de prisão pela Justiça.

 Depoimento

 Embora os depoimentos estão sendo mantidos em sigilo pelos vereadores integrantes da CPI, a reportagem da Folha do Povo apurou que o vice-prefeito ao prestar depoimento confirmou ter ouvido do próprio prefeito Antonino Caetano de Souza, o popular Sabiá, do mesmo partido de José Sérgio, que o vereador teria “carta branca” no Almoxarifado da Prefeitura.

O vice-prefeito teria declarado que a recomendação era que toda vez que se precisasse de um caminhão de terra ou de algum serviço, que exigisse veículos ou maquinários, que o vereador teria que ser informado. Ao ser abordado pela

A CPI ainda continua apurando os fatos. Mais pessoas deverão ser ouvidas. Não está nem descartada a convocação do prefeito Sabiá para prestar informações. Se os fatos que estão sendo apurados for comprovados o vereador poderá ter seu mandato cassado e ficar inelegível por oito anos.


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