25 abril 2020

Marília produziu ônibus para diversas regiões do Brasil


 

Motor Ford 1936 com carroceria de madeira, tipo jardineira, que fazia a ligação Garça a Cafelândia, foi um dos primeiros veículos construídos pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves


A cidade de Marília sempre foi pioneira em diversos setores. A primeira medalha de ouro para o Brasil, nas Olimpíadas, foi conquistada em Helsinque pelo nadador mariliense Tetsuo Okamato. Grandes empresas no cenário nacional e internacional iniciaram suas operações na cidade: a TAM (Transportes Aéreos Marília), Ailiram, Marilan, Sasazaki e Bradesco com a instalação do primeiro caixa eletrônico. A primeira fotografia em 360 graus foi tirada na cidade por Sebastião Leme. A primeira estação rodoviária do Brasil foi a de Marília.

Marília entrou até para o Guines Book em 1992 graças a peripécia da Vovó Nena, uma senhora de 81 anos, que se tornou a mais idosa do mundo a saltar de paraquedas. E outra atividade que a cidade se destacou, durante três décadas, foi na fabricação dos primeiros ônibus para o transporte de passageiros em diversas regiões do Estado. Duas empresas marilienses se destacaram nesse ramo: a Lopes Saes e a Indústria Modelo.

Indústria Modelo

Criada no início da década de 30, em Marília, pelo empresário Alfredo Gonçalves, a Indústria Modelo alcançou projeção nacional até o início dos anos 60 na fabricação de ônibus. Quando montou a indústria, Alfredo tinha como objetivo inicial a fabricação de máquinas para catação de café, principal produto agrícola de São Paulo na época.

Nascido em Analândia (13 de março de 1909), Alfredo aprendeu a profissão de carpinteiro com o sogro em Taiuva. Mudou-se para Marília em 1930, para trabalhar no comércio de café. Em 1933 construía sua casa, na rua República, 106, instalando num barracão aos fundos a sua indústria de máquina para catação de café. A esposa Amélia Marques o ajudava na pintura das máquinas.

Em 1937, já bem sucedido, adquiriu um barracão na rua São Luiz, 1582, e mais cinco lotes onde construiu sua nova fábrica de catação de café e, posteriormente fábrica de carroceiras para caminhão e de ônibus. 

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1939, petróleo racionado e o incentivo do governo para a cultura a amoreira para a criação do bicho da seda, Alfredo e seus filhos Milton, José e Darci, passaram a produzir, por alguns anos, máquinas de desfiar casulo e ainda montaram uma fundição de ferro e bronze.

Logo no início, para atender a demanda daqueles tempos, começou a produzir carrocerias de madeira para caminhões e ônibus. Teriam sido de sua criação as primeiras jardineiras a circularem na região. A firma ganhou projeção além das fronteiras de São Paulo, abrangendo também cidades do Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Groso e até do Rio de Janeiro, então capital federal, com grande variedade de modelos.

Em 1946, um rapaz de apenas 20 anos conseguia concessão para implantar a primeira linha de ônibus para o transporte de passageiros de Tupã até o bairro Ponte Alta. Procurou Alfredo Gonçalves para construir o primeiro de uma frota hoje de mais de 300 ônibus da empresa que leva o seu nome: Guerino Seiscentos.

A exemplo de Guerino tantos outros empresários das mais longínquas regiões, como Jose Lemes Soares, fundador da Viação Andorinha em 1948, também procuraram a Indústria Modelo para dar início em seus empreendimentos no ramo de transportes de passageiros.

Alfredo produziu ônibus e ajudou muitos homens a se tornarem prósperos empresários no ramo de transporte. Muitos deles abriram novas vias na zona rural com os próprios braços e ajuda de moradores das proximidades, desmatando novas áreas com foices, enxadas e enxadões.

Distanciamento familiar

Mas nem tudo era flores para a vida de Alfredo Gonçalves. Alguns de seus irmãos, com certa mágoa, relatavam o distanciamento do empresário com eles e com os pais. Afirmavam que não chegaram a ter desavença, mas se distanciaram perdendo o carinho e o afeto. E nem sabiam como isso aconteceu e nem apontavam incidente específico.

O distanciamento entre irmãos é muitas vezes algo silencioso e pouco dramático. Mas deixa marcas profundas. Alfredo Gonçalves faleceu em Marília, com 72 anos de idade. Adoecido, meses antes de morrer, lamentou para um sobrinho o fato de não ter viajado e conhecido alguns lugares turísticos do Brasil enquanto estava com saúde. Avesso as fotografias e badalações, nunca quis se associar a nenhum clube de serviço ou recreativo.  

Para se ter noção da sua bem sucedida vida empresarial, nos anos 70 por ocasião dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo no México, Alfredo Gonçalves era um dos poucos brasileiros que possuía aparelho de televisor colorido. Morava no oitavo andar do Edifício Clipper. O prefeito de Marília, Pedro Sola, que morava no andar de cima, descia até o apartamento dele para ver os jogos da Seleção Brasileira, que naquele ano se tornou tri-campeão mundial. Alfredo também tinha um aconchegante sobrado, tipo um pequeno palacete, localizado na rua Pamplona, próximo da avenida Paulista, em São Paulo. 

Hoje Alfredo Gonçalves é nome de rua no bairro Jardim Guarujá, em Marília. Seu irmão Manoel Gonçalves, também empresta nome para a rua que começa na avenida marginal da rodovia João Ribeiro de Barros, em frente da antiga fábrica da Xereta, e termina na porta da fábrica da Coca-Cola, no Jardim Damasco, também em Marília.

Lopes Saes

A Indústria de Carrocerias Hispano-Brasileira Lopes Saes foi fundada em 1933 pelo imigrante espanhol Manoel Lopes Saes, que até então fabricava carroças e carros de boi em Barra Bonita.

Como era usual, por muitos anos trabalhou apenas com chassis importados, em geral de caminhão, raramente novos, utilizando madeira como matéria prima para a construção da estrutura dos veículos. Em torno de mil unidades foram produzidas ao longo dos seus 40 anos de atividades como fabricante.

Em 1953 a empresa ganhou notoriedade ao vencer a concorrência para fornecer ônibus para a CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), na capital paulista. A Lopes Saes chegou a contar com mais de 100 empregados, entre eles Diolindo Gonçalves, irmão de Alfredo Gonçalves, dono da concorrente Indústria Modelo.

A partir de 1974, a empresa deixou de construir carrocerias, limitando-se apenas a serviços de manutenção e reforma. E encerrou suas atividades em 1999.

História do ônibus

A história do ônibus apresenta uma grande quantidade de inovações desde a sua origem até os dias atuais. Os primeiros ônibus, com carrocerias fechadas, substituindo as antigas jardineiras, não possuíam vidros nas janelas. Somente em 1942, ônibus que operava na linha Tupã-Oswaldo Cruz, foi um dos primeiros a contar com estofamento de couro. Até então os passageiros se acomodavam em desconfortáveis bancos de madeira.

No começo os ônibus eram montados sobre chassis e motor de caminhões Ford, Chevrolet, Mercedes Benz e da FNM. O ônibus corria, se é possível assim dizer, a velocidade de 50 quilômetros por hora por estradas empoeiradas ou barrentas. Nas subidas, bufava a 15 por hora. Aos poucos os chassis foram construídos pensando no transporte de passageiros, assim como a suspensão, para proporcionar conforto aos usuários, sem os solavancos tradicionais dos caminhões. No final da década de 50, os projetos começaram a contemplar inovações nas carrocerias tipo monobloco.

Primeira rodoviária do Brasil

Inaugurada em 1938 a Estação Rodoviária de Marília foi a primeira estação brasileira do gênero. A de São Paulo foi inaugurada em 1961. Antes os ônibus faziam paradas em praças ou em frente de hotéis, bares e casas de passageiros. 

Para atender o grande fluxo de jardineiras, mais de 70 por dia, partindo de Marília para patrimônios e cidades vizinhas, a estação, construída em prédio com formato oval, tipo sobrado com torre ostentando um relógio, contava com dois banheiros, 11 boxes, com espaços alugados bares, lojas de armarinhos e uma famosa garaparia e pastelaria.

Hoje, quase um século depois, o transporte rodoviário do Brasil é um dos mais desenvolvidos do mundo, com 2.000 empresas e mais 82.000 veículos para atender linhas interestaduais, que ligam todas as regiões do País, intermunicipais e até internacionais.

Primeiro ônibus surgiu na Alemanha

Criado dez anos depois do automóvel, pelo engenheiro mecânico alemão Karl Benz, o primeiro ônibus motorizado derivava de um Landau. Quando surgiu, em 1895, transportava apenas oito passageiros entre Siegen e Deutz, na Alemanha. Com motor de 5 cv permitiam realizar o trajeto de quinze quilômetros em uma hora e vinte minutos, com cinco paradas.

Antes disso, em 1826, a França disponibilizava um serviço de carroças, autorizado pelas autoridades locais, para fazer o percurso entre a cidade de Nandes e casas de banho. No Brasil, o primeiro serviço de transporte de pessoas via ônibus foi implantado em 1908, no Rio de Janeiro. Idealizado por Octavio da Rocha Miranda, o sucesso do ônibus foi tão grande que os outros meios de transportes (carruagens, charretes e tílburis) protestaram contra o concorrente.

O termo ônibus acabou sendo popularmente instituído para se referir ao meio de locomoção graças à chapelaria Omnes, local onde o serviço fazia seu ponto final e estacionava os veículos. Assim, foi feita uma espécie de jogo de palavras com o nome do estabelecimento e com o termo omnibus, proveniente do latim e que quer dizer “tudo para todos”.

A maioria das fotos abaixo são do acervo do Museu Histórico da Comissão de Registros Históricos de Marília/SP


Fachada das Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, na esquina das ruas Taquaritinga e São Luiz em Marília.
 Na frente do prédio, pela rua São Luiz, fica, até os dias atuais, a sede do Sindicato dos Bancários de Marília



Extemporânea carroceria tipo "jardineira" montada sobre caminhão Dodge 1948 pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves. O veículo fazia o trajeto Lucélia-Adamantina (SP)

Ônibus construído pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, sobre motor Dodge para atender a linha Rio Preto, Mirassol, Bálsamo, Tanabi, Cosmorama. Observe que na época não se colocava vidros nas janelas laterais, que eram protegidas apenas por uma cortina de lona

Fachada da fábrica da Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, ocupando sete lotes no alto da rua São Luiz em Marília

Chevrolet 1939 com carroceria da Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para fazer a ligação rodoviária entre Marília, Pompéia, Getulina e  Lins

Ônibus construído pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, sobre motor Dodge 1947 para fazer a linha de Rio Preto, Mirassol, Bálsamo, Tanabi, Cosmorama e Prata

Ônibus construído sobre motor Ford 1942. A foto foi tirada diante da porta da fábrica, quando ainda nem se tinha pintado o letreiro com o nome da Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, que aparece de terno à direita 

Ônibus construído sobre chassis Ford 1942 pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para a empresa Vergilio & Hase, de Assaí (PR). Observe que nesta época ainda não havia vidros nas janelas laterais

Ônibus construído pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, na época em que ainda produzida também máquinas de catação de café para atender agricultores da região

Ônibus construído sobre chassis Chevrolet para linha Tupã-Oswaldo Cruz. Foi o primeiro ônibus com assentos de couro, uma inovação para a época, construído pela Indústria Modelo de Alfredo Gonçalves
Ônibus com carroceria da Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, montado sobre chassi Ford COE 1938-39 praticando a ligação Quintana-Pompéia

Ônibus construído sobre chassis Ford pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves,
para fazer a linha Yepê-Paraguaçu Paulista


Ônibus adquirido pela empresa Andorinha, de Presidente Prudente, produzido pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves

Esse ônibus da Viação Cambará, produzido pela Indústria Modelo, fazia a linha entre Cambará e Londrina, no Paraná.

Um dos primeiros ônibus adquirido pela Empresa Andorinha, de Presidente Prudente,
produzido pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves

Ônibus construído sob encomenda para a Empresa de Ônibus Cambará, da cidade do mesmo nome no Estado do Paraná. Note que nenhuma das carrocerias da época contava com janelas de vidro, e sim com toldos de lona, como nos bondes

Ford 1947 diante da fábrica Modelo, já agora exclusivamente dedicada à fabricação de carrocerias e com chamativo letreiro na fachada. Esse veículo foi fabricado para a empresa Vergilio & Hase, de Assaí (PR)

Ônibus construído pela Indústria Modelo para empresa que fazia linhas na região de Piracicaba. Observe que esse modelo vinha com escada na traseira para que as malas pudessem ser guardadas em cima do teto do ônibus

Um dos primeiros ônibus adquiridos pela Empresa Princesa do Norte para fazer a linha do Norte do Paraná
a Santo Antonio da Platina foi produzido pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves

Ônibus sobre motor Ford construído pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para fazer a linha Bastos, Rancharia, Martinópolis, Indiana e Regente Feijó. Observe que as janelas laterais ainda não possuíam vidros

Ônibus montado em chassis Chevroloet pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, destinado a servir a linha Marília, Paraguaçu Paulista, Ypê e londrina (PR). 

Ônibus recém-construídos em 1953 pela Indústria Modelo aguardando seus compradores virem buscá-los. Observe que não havia vidros nas janelas laterais. Elas eram protegidas apenas por cortinas de couro


Ônibus fabricado pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para fazer a linha Tupã-Oswaldo Cruz. Observe que não havia vidros nas janelas laterais

Na foto, em frente da industria. aparece Alfredo Gonçalves (do lado direito) ao lado de um Ford 1952, construído pela Modelo

Ford 1948 com chassi curto da também paranaense Princesa do Norte, produzido pela Modelo. Note o novo formato das bandeiras sobre as janelas laterais, que logo seriam adotadas em todos os modelos.


Ford 1950 na linha Lins-Marília (SP). Os para-brisas mudaram, agora definitivamente abandonando as vigias laterais e com as bandeiras antigas.


Mais um ônibus Ford 1950, com chassi longo, construído pela Modelo e que  pertenceu à Vergilio & Hase, de Assaí (PR)

Um dos primeiros modelos "coach" da Modêlo, sobre chassi Ford, foi vendido para a empresa Andorinha, de Presidente Prudente.

Ônibus construído em 1952 pela Indústria Modelo para a empresa Rodoviária Santa Terezinha

Pequeno rodoviário Chevrolet 1951 da empresa Expresso Pássaro Azul, alocado às linhas de longa distância entre o norte do Paraná e Curitiba, também construído pela Indústria Model, visto de frente

Pequeno rodoviário Chevrolet 1951 da empresa Expresso Pássaro Azul, alocado às linhas de longa distância entre o norte do Paraná e Curitiba, também construído pela Indústria Modelo

Ford 1952 com chassi longo, construído pela Modelo, de Alfredo Gonçalves, para fazer a linha entre Lins, Guaimbê, Marília e Catanduva

Ônibus com motor integrado ao salão, provavelmente sobre chassi Ford, construído pela Modelo, de Alfredo Gonçalves, para a extinta empresa Moreno & Gimenes, de Maringá (PR)


Um dos ônibus construídos sobre motor Chevrolet pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para operar em Maríllia

Com motor Ford 1955 esse ônibus, construído pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, para a Empresa Rodoviária . José Manoel Carreira & Filhos Ltda., de Rolândia (PR)

Ônibus operando a linha São José do Rio Preto-Tupã, com chassi de marca desconhecida, tinha balanço dianteiro inesperadamente longo

Esse ônibus com chassi pesado Ford, para a Viação Ourinhense, de Ourinhos (SP), recebeu uma das primeiras carrocerias da Modelo com para-brisas panorâmicos e janelas duplas com colunas inclinadas

Esse ônibus com comando avançado, construído sobre chassis pesado para motor Ford, f
oi destinado para uma empresa Viação Ourinhense, de Ourinhos

Onibus, tipo "Coach", sobre chassi leve da Ford, construida pela Modelo para a empresa 
de Manoel Carreira & Filhos, de Rolândia (PR)

Onibus, tipo "Coach", sobre chassi leve da Ford, construida pela Modelo para a empresa 
de Manoel Carreira & Filhos, de Rolândia (PR), visto de costas

Onibus, tipo "Coach", sobre chassi leve da Ford, construida pela Modelo para a empresa
de Manoel Carreira & Filhos, de Rolândia (PR), visto de frente

Totalmente revestido com chapas de alumínio frisadas, uma inovação para a época, esse ônibus operava na linha entre as cidades de Getulina a Marília 
Ônibus produzido para Citran, que fazia a linha São Paulo a Rio de Janeiro

Esse ônibus não tem a data certa em que foi produzido para a Viação Fluminense, no rio de Janeiro


Ônibus rodoviário sobre chassi FNM da empresa São Bento, de Nova Esperança (PR)


Este outro ônibus rodoviário, tipo LP, construído pela Indústria Modelo para a Auto Viação Brasília

 
A Indústria Modelo alcançou o seu melhor  m suas últimas criações, já entrando na década de 60, como mostra este LP, que servia a linha para Arapongas (PR)
Ônibus sobre chassi pesado da Mercedes-Benz LP-331, da antiga Empresa Brasília, que operava ligações para Dourados (MS), construído pela Indústria Modelo
Este imponente FNM rodoviário foi um dos últimos produtos da Carrocerias Modelo
Ônibus com motor Chevrolet 1941 construída pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, que fazia a linha Birigui, Chacara Jangada-46 com carroceria Modêlo operando a linha Birigui-Bilac-Chácara Jangada,
em foto cedida por Ivonaldo Holanda de Almeida

O mesmo imponente ônibus FNM, visto de costas. Uma das últimas produções da Indústria Modelo
Ônibus que fazia a ligação entre as cidades paulistas de Bastos e Rancharia, na década de 50, também foi produzido pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves 
 
Foto colorida posteriormente para dar destaque ao ônibus produzido pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, em Marília entre os anos de 1933 a 1960 
Construída sobre motor Ford 1936 pela Indústria Modelo, de Alfredo Gonçalves, essa foi uma das primeiras jardineiras a operar entre Marília e alguns povoados nos arredores


Ônibus produzidos pela Lopes e Saes


Ônibus construído sobre chassi Ford COE 1939, exemplo da produção inicial da indústria Lopes Saes
(foto: Ivonaldo Holanda de Almeida)


Da empresa Ouro Branco, de Londrina (PR), esse modelo da indústria Lopes Saes construído sobre um chassi não identificado (foto: Carlos Alberto Vitorio).
De execução complexa, claramente inspirada no moderníssimo Carbrasa Flamingo, este teria sido uma das derradeiras carrocerias fabricadas pela Lopes Saes (foto: Ivonaldo Holanda de Almeida)
Ônibus fabricado pela Lopes Saes sobre chassi Mercedes-Benz LP-321, utilizando elementos de carrocerias monobloco Mercedes, construído para a Viação Santa Isabel, de Unaí (MG).
Cinco Mercedes-Benz LP-321 com carroceria rodoviária Saes da Viação Brasília, de Fátima do Sul (MS) (foto: Masuo Yasunaka/Régulo Franquine Ferrari).
Provavelmente montado sobre chassi Mercedes-Benz LP-312 era este Lopes Saes do final da década de 50, que operou na frota da Viação São Matheus, de Rinópolis (SP) (foto: João Filho Guimarães).
A primeira Estação Rodoviária do Brasil
Inaugurada em 1938, a Estação Rodoviária de Marília, com prédio construído em forma oval, foi a primeira do Brasil.

Antiga estação rodoviária de Marília, a primeira do Brasil, era também ponto de encontro para os moradores da cidade










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