07 abril 2020

Espalhar boatos ou notícias falsas nas redes sociais é crime



 
Compartilhar fake-news nas redes sociais é crime e pode acarretar até 3 anos de detenção

As tecnologias nos permitem acessar, quer seja pelo celular ou computador, informações sobre todos os assuntos de forma instantânea. Mas toda essa facilidade para encontrar e compartilhar notícias também trouxe o risco de, sem querer, espalharmos notícias falsas, os chamados “fake-news”.

Para não difundir mentiras pelas redes sociais é sempre bom estar atento e ter em mente que a produção e o compartilhamento de notícias falsas e boatos é crime. Quem pensa que está imune e agindo no anonimato por trás das telas do computador ou do celular engana-se. Com tecnologias avançadas a Polícia Cientifica, especializada em crimes praticados pela internet, descobre facilmente quem faz as postagens e quem a replica.

As penas para esses crimes podem chegar a três anos de detenção. Além de multas. No começo deste ano a Polícia Federal prendeu 19 pessoas, em cidades de quatro estados brasileiros, suspeitos de cometer crimes cibernéticos.

 As notícias com teor inteiro ou parcialmente falso causam prejuízos em diversos sentidos e dissemina-las pode gerar efeitos legais graves, trazendo consequências para quem reproduz tais mentiras.

Advogados alertam que quem se considerar vítima do conteúdo de uma notícia falsa pode buscar medidas judiciais para responsabilizar o criador ou divulgador da matéria. Seja na esfera cível, por meio de indenização reparatória ou na esfera criminal, que pode levar a condenação por crimes de injúria, calúnia e difamação, cujas penas variam de um mês até três anos de detenção, além de pesadas multas.

Cabe lembrar ainda que a Lei nº 12.965, de 2014, conhecida como Marco Civil da Internet, estabelece diretrizes, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. Além disso, os provedores de internet e locais de hospedagens ficam autorizar a remover conteúdos quando comprovado que a matéria publicada for inverídica ou alterada da realidade dos fatos.

Quatro dicas para não compartilhar fake-news

1ª) Cheque as fontes

Fique atento à fonte da notícia, de onde ela foi extraída, se é confiável e se de fato é um jornal, uma revista ou veículo de comunicação que realmente existe. Verifique se a informação foi publicada em mais de um veículo de comunicação.

2ª)  Leia a notícia completa

Lei integralmente, com calma, o texto divulgado e não somente ao título da matéria. Em caso de áudio ou vídeo proceda da mesma forma.

3ª) Confira a data da notícia

A análise da data em que a notícia foi escrita é essencial, pois ainda que fosse autentica naquela época, a matéria pode já ter perdido sua contextualização, facilitando conclusões erradas sobre o assunto.

4ª) Desconfie de matérias sensacionalistas

Sites de veículos com baixa credibilidade tendem a publicar notícias que despertam a curiosidade do leitor por meio do sensacionalismo. Portanto é bom evitar e ficar atento a esse tipo de conteúdo. E se pedem para você repassar com urgência é aí que deve desconfiar ainda mais da informação, pois querem lhe induzir, com a pressa, a cometer o erro de passar adiante uma informação que não é verdade.


Cuidados com matérias falsas

Se mesmo depois de tomar todas as precauções ainda lhe restem dúvidas sobre o conteúdo da informação, o melhor é não compartilhar. Assim evita-se o repasse de informações não confiáveis e o pior: o de colocar seu nome na descrença das pessoas que recebem notícias falsas de você.

Como saber se é fake?

Procurar outras fontes confiáveis antes de divulgá-las. Com uma simples pergunta no *Google* indagando, por exemplo, sobre a informação em menos de 3 segundos vão surgir milhares de sites que desmentirão ou confirmarão.

Existem também dezenas de sites e ferramentas para consultar mensagens duvidosas. Relacionamos alguns deles abaixo:

E-Farsas é um dos sites de checagem de notícias mais antigo que foi criado para evitar proliferação de boatos.

Fato ou Fake faz apuração de notícias falsas com uma equipe composta por jornalistas que trabalham em veículos como Época, Extra, G1, CBN, Extra, TV Globo, GloboNews, jornais O Globo e Valor Econômico.

Boatos.Org Site feito por jornalistas ávidos em descobrir a verdade. É mantido por anúncios. 

Agência Lupa é composta por jornalistas que fazem a checagem de fatos, principalmente políticos. Está ligada ao grupo Folha de S.Paulo.
  
Projeto Comprova reúne jornalistas de 24 diferentes veículos de comunicação brasileira para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas.
  
Fake Check é uma plataforma criada pela junção de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São carlos (UFSCar) para avaliar se o texto é verdadeiro ou falso.
  
Saúde sem Fake News para combater informações sobre saúde, o Ministério da Saúde, disponibilizou um número de Whatasapp para receber informações virais, que serão apuradas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.
  
Fato ou Boato ferramenta lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que faz algumas recomendações: Fique atento à fonte da notícia. Leia o texto da matéria, não apenas o título. Preste atenção no endereço eletrônico da reportagem. Confirme a notícia em outros sites.
   
Comprove A Câmara dos Deputados também criou um sistema  para as pessoas tirar dúvidas sobre conteúdos recebidos pelas sociais ou divulgadas em sites duvidosos da internet sobre as ações dos deputados. Também disponibiliza o whatsapp (61) 99660-2003 para atender essas demandas.

A Pública é uma agência fundada em 2011 por repórteres mulheres e hoje é composta por profissionais renomados do jornalismo investigativo brasileiro, que atuam ou atuaram nos principais veículos de comunicação do País.

Aos fatos é uma agência que apura notícias falsas e desvenda, por meio de tecnologia e inteligência artificial, fotos e vídeos montados.

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