07 abril 2020

Comemora-se em 7 de abril o Dia do Jornalista, categoria considerada como essencial para o País


 
Comemora-se em 7 de abril o Dia do Jornalista no Brasil: atividade considerada essencial para o País

Comemora-se hoje no Brasil o Dia do Jornalista. A data, 7 de abril, foi instituída em 1931 por decisão da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), como homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, médico e jornalista italiano que se radicou no Brasil e foi assinado por inimigos políticos em 1830.

Libero Badaró, nome hoje de uma das principais instituição rio-pretense, a FULBEAS (Fundação Libero Badaró de Ensino e Assistência Social), participou de diversas manifestações de lutas a favor da independência do Brasil. Era proprietário do jornal Observador Constitucional e um dos principais defensores da liberdade de imprensa. Denunciou os escândalos de Dom Pedro 1º, imperador colecionador de amantes que vivenciou relacionamento extraconjugal com duas irmãs, Maria Domitila de canto e Melo, a marquesa de Santos, e Maria Benedita de cato e Melo, a baronesa de Sorocaba. O triângulo amoroso gerou grande confusão.

Libero Badaró teve morte misteriosa, cujos indícios causaram suspeitas e descontentamento da população com dom Pedro 1º, que o levaram a abdicar do trono no dia 7 de abril de 1831.

Outro motivo para a escolha da data é que coincidentemente a ABI foi fundada em 7 de abril de 1908, por Gustavo Lacerda. Associação sediada no Rio de Janeiro, a ABI é um centro de ação que tem como objetivo assegurar os direitos à classe jornalística.

Jornalismo atual e reconhecimento

Atualmente em tempos de crise, todos lembram do valor da informação séria e bem apurada. O jornalismo em 2020 é mais do que necessário. Mas é evidente que incomoda muita gente, principalmente quem está no poder. Como dizia o escritor George Orwell: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Para marcar a data, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos dos jornalistas espalhados por todos os Estados brasileiros costumam fazer reflexões importantes sobre a carreira, o mercado de trabalho, os salários e o futuro da profissão.

Recentemente o presidente Jair Bolsonaro, que vive em apuros com jornalistas, reconheceu, por decreto, que a atividade é considerada como essencial para o País, principalmente em tempos de coronavírus.

Curso de Jornalismo

A primeira faculdade de Jornalismo no mundo foi criada em 1912, na Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. A faculdade foi fundada por meio da doação de dinheiro do jornalista Joseph Pulitzer, que a ajudou a tornar a imprensa conhecida como o “quarto poder” e que dá nome ao principal prêmio concedido aos jornalistas norte-americanos.

No Brasil, a primeira escola de Jornalismo foi criada em 1947. Trata-se da Faculdade Gásper Libero, localizada no prédio da Gazeta, na avenida Paulista, em São Paulo. Em São José do Rio Preto a primeira faculdade com o curso de Jornalismo foi implantada pela Unilago.

O número de jornalistas no Brasil cresceu entre os anos de 2002 e 2012, segundo pesquisa feita pelo Instituto Datavida. Em 2002, o Brasil tinha cerca de 12 mil profissionais empregados e, aumentou cerca de quatro vezes em 2012, atingindo 45 mil jornalistas ocupados.

São Paulo, segundo o levantamento, é estado brasileiro que concentra o maior número de profissionais, com 30% da participação do mercado. O segundo estado que mais emprega jornalistas é o Rio de Janeiro, seguido de Minas Gerais.


Fenaj 

O vice-presidente Norte da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Wilson Reis, explica o que a data representa para os jornalistas e salienta a importância da história por trás da decisão que consagrou o 7 de abril como o Dia do Jornalista.

“É uma data que nos remete a luta pela liberdade de imprensa no Brasil. Surge a partir da morte do jornalista Líbero Badaró, em 1830, forte adversário na luta política contra a monarquia e em especial, ao imperador D. Pedro I. Mais do que um dia para comemorações, o 7 de abril serve para lembrar que o Estado Democrático de Direito em que vivemos é também uma conquista da imprensa brasileira, em especial, da atuação de jornalistas brasileiros”, esclarece.

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Wilson reis, vice-presidente da Fenaj, a data é histórica para a categoria dos jornalistas



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