domingo, 4 de agosto de 2019

Três presidentes da Câmara de Uchoa tiveram contas rejeitadas pelo TCE

José Francisco Peres, Marcos Rogério e Jurandir Ferrarezi tiveram constas rejeitadas pelo TCE



Três vereadores que ocuparam a Presidência da Câmara de Uchoa tiveram suas contas rejeitadas pela Tribunal de Contas do Estado (TCE) e alguns estão sendo obrigados a ressarcir os cofres públicos. As despesas vão desde gastos excessivos com combustíveis, até chope e mochilas  comprados com dinheiro do povo.

O atual presidente da Casa, Jurandir Ferrarezi (MDB), está entre os que o tiveram as contas rejeitadas. Ele que já havia ocupado o cargo de presidente em 2015, teve as contas com combustíveis rejeitadas pelo TCE.

De acordo com o parecer da conselheira, Cristiana de Castro Moraes, foram impugnadas despesas relativas aos gastos com combustíveis  no valor de R$ 23,3 mil e reembolsos indevidos de R$ 3,3 mil, totalizando R$ 26,6 mil. Valores estes que já deveriam estar sendo devolvidos aos cofres públicos.

A juíza da 2ª Vara da Fazenda, Tatiana Viana Santos, condenou no começo deste ano o ex-presidente da Câmara de Uchoa, José Francisco Sanches Peres, a devolver R$ 41,2 mil aos cofres públicos. Peres ocupou o cargo entre 2011 e 2012 e foi denunciado pelo Ministério Público acusado de abastecer veículos particulares dele e do prefeito da época com dinheiro público.

De acordo com a ação impetrada pelo promotor Sérgio Clementino, Peres teria comprado uma mochila, pago almoço no valor de R$ 200 e tomado até chope com dinheiro público. Na ação, Clementino relatou que em 2011 os gastos com combustíveis somaram R$ 7,3 mil e em 2012, ano eleitoral, esse valor subiu para R$ 14 mil, sendo que a Câmara nem carro tinha na época.

Em 2016, o ex-presidente Marcos Rogério da Conceição (MDB) também teve suas contas rejeitadas. E ele foi condenado por dano ao erário.

Marcos Rogério, que ocupou o cargo em 2014, cometeu praticamente as mesmas irregularidades dos outros presidentes. Teve gastos com combustíveis e lubrificantes sem controle e não justificados que ultrapassaram R$ 20 mil. Além disso ele também pediu ressarcimentos de despesas de viagem por meio de reembolso que totalizaram R$ 1,6 mil.

O apontamento mais grave, segundo relato do TCE, está com gastos de bebidas sem nenhum tipo de justificativa no valor de R$ 6,2 mil. O ex-presidente foi condenado pelo TCE a ressarcir o erário pelo valor das bebidas, além de ter de pagar multa no valor de R$ 5, 3 mil.

Todos os três ex-presidentes não foram localizados para comentar sobre o assunto. Mas negaram as irregularidades durante o processo. Eles ainda podem recorrer da decisão do TCE.

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