segunda-feira, 8 de julho de 2019



*Dr. Moacir Alves Borges

          O sono é ainda uma incógnita quanto a sua existência nos ser humano e mesmo em animais inferiores, mas é uma condição fundamental em nossa vida por ter função    reparadora, de preservação de energia, proteção imunológicas e equilíbrio  psicológico. Com essas funções o sono mantem a qualidade de vida para que cada um de nós tenhamos bons   papeis em nosso cotidiano, em particular nas relações pessoais.
          Há um verdadeiro ciclo de sono-vigília, que varia com a idade e sexo, sendo dois fatores que regulatórios: o homeostático e o circadiano. O primeiro corresponde às liberações  de substâncias durante as atividades diurnas indutoras de sono e o segundo trata-se da liberação de melatonina pelos núcleos supraquiamático, que funcional como verdadeiros marca-passos do ritmo son/vigília.
          O sono fisiológico  é constituído 5 ciclos de 90 minutos, sendo cada um composto por  4 estágios ( sono não-Rem- N1,N2, N3) e segue o estágio de sono REM (que corresponde a fase que se  sonha).
          A abordagem médica na identificação dos transtornos do sono leva em conta o que  o paciente está sentindo as condições de vida, o tempo, além de informações do acompanhante. Raramente necessita-se de exames complementares para um bom diagnóstico.
          A insônia, seja de quantidade ou de qualidade, é um DS que ocorre em praticamente 1/3 da população, sendo mais prevalente nas mulheres, pessoas de baixo nível social,  estressados e idosos. Há ainda a insônia de início, de manutenção e de despertar precoce. É muito importante para caracterizar a insônia do se acordar cansada e sonolência diurna.  A insônia crônica é quando os sintomas acimas ocorrem acima de três meses, pelo menos duas vezes por semana. Mesmo assim é necessário afastar distúrbios de dono como apneia obstrutiva de sono (roncos) e síndrome das pernas inquietas. Sabe-se que  insônias prolongadas associa-se  ao aumento de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, hipertensão e diabete.
          Habitualmente a insônia aguda é desencadeada por um fator estressante  como mudança de emprego, vestibular, perda de ente querido, mudança de ambiente de dormir. Essas são facilmente contornáveis. Entretanto, toda insônia aguda pode cronificar se houver fatores perpetuantes, como dor crônica, depressão, ansiedade, persistência de problemas existencial, alguns fármacos etc.
          O tratamento da insônia passa inicialmente pelo que chamamos terapia cognitiva-comportamental. É com boas palavras para readaptação do paciente à nova situação. Reputo importante esclarecer o insone que a cama é um instrumento muito bom para se dormir e até namorar, mas inadequado para outras atividades, como assistir à televisão, leitura, discussão, resolver os problemas pendentes do dia anterior e econômicos/familiares. Caso não se consiga conciliar o sono em 20 minutos, então pule fora da cama e vá fazer outra atividade, se possível monótona, até o sono voltar. Até brinco com os meus insones, pedindo para que eles deixem os problemas do lado de fora do quarto porque ninguém virá roubá-los e também não fugirão. Assim na manhã seguintes eles estarão todos lá  e você pelo menos revigorado para a luta. Nesta importante linha, temos também os métodos relaxantes como caminhadas, Iogas e psicoterapias.

          Por fim a terapia farmacológica disponível é vasta que poderá com critérios, usadas. Principalmente  por períodos curtos são eficientes, entretanto por períodos longos, são decepcionantes. 

Dr. Moacir Alves Borges é médico e professor 
da Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP)

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