quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Sindicalistas protestam contra o fechamento do Ministério do Trabalho


 
Sindicalistas se aglomeram em frente da sede regional do Ministério do Trabalho para protestar
Representantes de sindicatos reuniram em frente da sede da agência do Ministério do Trabalho em São José do Rio Preto para protestar contra o anúncio do fechamento do órgão. O vice-presidente do Sindicato dos Bancários, Hilário Ruiz, foi o primeiro a se manifestar no ato, dizendo que o fechamento do Ministério do Trabalho seria um retrocesso para a classe dos trabalhadores e até mesmo patronal, pois é uma instituição que tem grande importância social nas relações de trabalho.

“Não podemos ficar de braços cruzados”, afirmou Ruiz, acrescentando que a classe trabalhadora e os empresários esperam que o governo reconheça a importância desse ministério. “Esperamos que esse Ministério não acabe, e sim fortaleça”.

Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais denunciaram o desmonte na estrutura de proteção social aos trabalhadores como parte da reforma trabalhista. “Esse governo, que ainda nem tomou posse, já começou mal, querendo sucatear e fechar o Ministério, que é a casa dos direitos do trabalhador”, afirmou um dos representantes do Sindicato dos Servidores.

Um representante de sindicato patronal também estava presente no ato para se manifestar contra o fechamento do Ministério do Trabalho. Em “off” confidenciou que tem acompanhado que faltam funcionários nas delegacias regionais do Ministério do Trabalho. “Em São Paulo e Brasília devem ter funcionários em excesso, mas aqui na nossa região faltam funcionários”, disse. No entanto ele se retirou do local, quando percebeu discursos exagerados em tons de críticas com viés contra os sindicatos patronais..

O próprio perfil oficial do Ministério no Twitter se manifestou sobre o risco de fechamento: “O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira”.

Presidente volta atrás

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tinha afirmado que o órgão deveria ser incorporado por “algum ministério”. Mas ontem (13) voltou atrás e disse que o Trabalho manterá status de ministério, sendo reunida com outra pasta, ainda indefinida.

O Ministério do Trabalho tem 88 anos de história. Criado em 1930 pelo presidente Getúlio Vargas, o Ministério do Trabalho tinha como base reger os conflitos existentes entre o capital e o trabalho. O primeiro titular da pasta foi Lindolfo Collor, avô do ex-presidente Fernando Collor. Na gestão de Lindolfo criou-se, entre outros benefícios, o salário mínimo, a jornada de oito horas e o direito do trabalhador a férias.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) defende a manutenção do status da pasta e disse que busca interlocução com membros do futuro governo. “Para o Sinait, o melhor caminho é a manutenção do Ministério do Trabalho, por sua importância no cenário nacional. É preocupante que a declaração de extinção do Ministério do Trabalho não venha acompanhada de detalhes sobre os desdobramentos de acomodação dos serviços prestados à sociedade brasileira, especialmente quanto à unidade das atribuições da Auditoria-Fiscal do Trabalho, espinha dorsal do Ministério do Trabalho”.

Representantes do Sindicato dos Frentistas (de camiseta vermelha) com os dirigentes do Sindicato dos Bancários

Hilário Ruiz, diretor do Sindicato dos Bancários, durante protesto na frente do Ministério do Trabalho

Darci, diretor do Sindicato dos Bancários, durante protesto

Sindicalistas se reúnem em frente da sede do Ministério do Trabalho em Rio Preto

Daniel Vitolo, diretor do Sindicato dos Bancários, coloca faixa para manifestar apoio ao protesto

Dirigentes do Sindicato dos Bancários durante ato de protesto em frente do Ministério do Trabalho em Rio Preto

Sindicalistas colocam faixas nas grades da subsede do Ministério do Trabalho em Rio Preto

Dirigentes do Sindicato dos Bancários, durante protesto em frente da subsede do Ministério do Trabalho

Hilário Ruiz diz que fechamento do Ministério do Trabalho será prejudicial para os trabalhadores e patrões

Hilário Ruiz afirma que Ministério do Trabalho não pode ser fechado

Hilário Ruiz, vice-presidente do Sindicato dos Bancários, afirma que fechamento do Ministério seria um retrocesso

Hilário Ruiz, vice-presidente do Sindicato dos Bancários, foi o primeiro a se manifestar no ato

Sindicalistas e funcionários do Ministério do Trabalho dão as mãos para abraçar a sede do Ministério em Rio Preto

Ato é encerrado com "abraço simbólico" à sede regional do Ministério do Trabalho em rio Preto

Sindicalistas se unem contra o fechamento do Ministério do Trabalho

Abraço simbólico à sede regional do Ministério do Trabalho em São José do Rio Preto

Busão da Beleza, do Sindicato dos Motoristas, serviu de apoio ao protesto para os sindicalistas

Hilário Ruiz, vice-presidente do Sindicato dos Bancários, discursa durante protesto na frente do Ministério

Dirigentes do Sindicato dos Bancários de Rio Preto participaram em peso do protesto


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