sábado, 20 de outubro de 2018

Gastos e receitas das campanhas de Dória e França são de quase R$ 20 milhões




A soma das despesas dos dois candidatos a governador por São Paulo já somam mais de R$ 17,9 milhões. Em primeiro lugar em gastos e arrecadação, João Dória (PSDB) informou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 12,3 milhões, dos quais 2 milhões são do bolso dele, R$ 5,3 milhões do PSDB e o restante vieram de doações. Já a campanha de Márcio França (PSB) declarou receita de R$ 16 milhões, sendo que o principal montante veio do Fundo Partidário do PSB (R$ 10 milhões) e do PR (R$ 5 milhões).

Entre os doadores da campanha de Dória estão a família de Hugo César Salomone, dona do grupo Savoy que possui três shoppings, o Aricanduva, Central Plaza, na zona Leste, e Interlagos, na zona Sul, e 17 prédios inteiros. Só na avenida Paulista são sete edifícios, entre eles o da Galeria Olido, alugado para a Prefeitura de São Paulo por R$ 429 mil mensal. Os Salomones doaram R$ 800 mil para o ex-prefeito paulistano.

A campanha de Dória é financiada também pela família de Joseph Safra, o banqueiro mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes,  que doou R$ 350 mil. Outro financiador da campanha é Abílio Diniz, que foi indiciado recentemente por estelionato e organização criminosa. Diniz doou R$ 250 mil ao ex-prefeito paulistano e repassou mais R$ 900 mil para a campanha de outros 18 candidatos. Paulo Skaf também recebeu R$ 250 mil.

A viúva de José Ermírio de Moraes, Neyde Ugolini de Moraes, do Grupo Votorantim, doou R$ 750 mil ao tucano. A família Garms, de Paraguaçu Paulista, dona da usina Cocal e do Grupo Germânica, maior concessionária da Volkswagen no interior paulista, doou R$ 60 mil. Waldemar de Oliveira Verdi Junior, do Grupo Rodobens, de Rio Preto, doou R$ 100 mil.

Já a campanha de Márcio França é bancada toda praticamente com verbas dos partidos PSB e PR. O candidato não investiu em sua candidatura. Em sua declaração de bens consta R$ 427,9 mil que resume-se a um apartamento em Praia Grande, títulos e aplicações bancárias. Já Dória declarou possuir patrimônio de R$ 189,8 milhões, com uma casa avaliada em R4 6 milhões e uma mansão em R$ 11,3 milhões.

Entre os doadores os doadores para a campanha de França, aparece o empresário José Carlos Zanchetta, dono de frigorífico fornecedor para diversas prefeituras, que doou R$ 75 mil. Essa mesma quantia, Zanchetta também doou para a campanha de Dória. Depois aparece Maxwel Viegas, empresário do ramo de materiais de construção, com doação de R$ 10 mil,  Augusto do Poco Pereira, ex-diretor de finanças do Anhembi com R$ 6 mil e o jurista Luiz Flávio Gomes, eleito agora deputado federal com mais de 86 mil votos, que doou R$ 5 mil.


Gastos
Os maiores gastos nas duas campanhas dos candidatos a governador são com as produtoras dos programas eleitorais. A campanha de João Dória já gastou R$ 9 milhões nesse quesito. A de Márcio França, R$ 2,7 milhões.

Os dois candidatos também estão gastando com advogados. Dória já utilizou R$ 103 mil dos recursos arrecadados para pagar advogados, enquanto França cerca de R$ 500 mil.

Chama atenção nos gastos divulgado à Justiça Eleitoral por João Dória as despesas de R$ 400 mil com táxi aéreo..



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