sexta-feira, 13 de julho de 2018

No País das incertezas, brasileiro luta por uma aposentadoria digna

Sede da San Martin, uma das maiores empresas de corretagem de seguros em São José do Rio Preto

Nelson Gonçalves
Em meio às incertezas políticas e econômicas dos últimos anos, os brasileiros estão cada vez mais atentos à possibilidade de a Previdência quebrar e, por isso, buscam, na Previdência privada, uma alternativa para não dependerem exclusivamente do Estado após a vida laboral. 

No Brasil, aposentadoria não é sinônimo de descanso. Para muitos é motivo de preocupação, principalmente para aqueles que dependem da Previdência oferecida pelo Governo.

O momento da aposentadoria que deveria ser de tranquilidade, após décadas de trabalho e contribuição, se transforma, na verdade, em preocupação. Segundo Warley Martins Gonçalles, presidente da Copab (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas) a maioria dos cerca de 34 milhões de aposentados e pensionistas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principal entidade previdenciária do país, vive momentos preocupantes, pois o máximo que uma pessoa pode receber do INSS é R$ 5.645,81. A maioria, segundo a Cobap, recebe salário mínimo (R$ 954). De cada três aposentados, dois ganham um salário mínimo.

Se alguém com salário de R$ 15 mil na iniciativa privada pendurar as chuteiras verá sua renda mensal despencar drasticamente. “Mesmo que tenha contribuído a vida toda com o máximo, vai ter que se limitar ao teto de 5.645 reais”, afirma Gonçalles.

Não é à toa, e cada vez maior a quantidade de brasileiros que buscam uma forma de não depender exclusivamente do governo na hora de se aposentar. O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, apresentado no Senado em outubro de 2017, concluiu que o sistema brasileiro não é deficitário, mas alvo de má gestão. Nessa guerra de versões e de contrainformação, a população se vê num labirinto sem saída. A única certeza é de que, se não cuidar do próprio futuro, o tempo será sombrio.

Previdência privada

Nos últimos 10 anos, número de investidores aumentou 54%. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), no fim do ano passado, 13,7 milhões de brasileiros tinham planos particulares de complementação de aposentadoria. Em 2007, eram 8,9 milhões.

Em recente encontro dos profissionais da área, o presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Márcio Seroa de Araújo Coriolano, destacou a capacidade do setor de resistir aos ciclos de baixa economia e de se aproveitar dos momentos de crise para crescer. Ele informou que, entre 2008 e 2010, enquanto o Produto Interno Brasileiro (PIB) cresceu 4,1% ao ano, a venda de seguros cresceu 8,9%. O avanço se manteve nos anos seguintes e até mesmo em 2017, quando o Brasil enfrentou a sua mais profunda recessão, o setor avançou 2,4%, apesar da queda média da economia brasileira em torno de 2%.

Segundo Coriolano, essa resiliência do seguro deve-se, entre outros fatores, à maturidade da sociedade, que viu no seguro um elemento fundamental para a proteção de tempos difíceis.

Mudanças nas regras

As pessoas ficam inseguras porque, ao longo dos últimos anos, intensificou-se o movimento para mudar as regras do jogo. No serviço público já houve alterações significativas. “Muita gente que esperava receber determinados benefícios na aposentadoria, hoje não terá mais direitos”, afirma o professor de Matemática César Câmara.

Existem no Brasil dois tipos de previdência complementar: a fechada e a aberta. A primeira, regulamentada em 2001, diz respeito aos fundos de pensão criados por empresas ou órgãos públicos para seus funcionários. Só quem trabalha nessas entidades que possuem planos próprios podem aderir.

O Brasil tem mais de seis milhões de pessoas beneficiadas direta ou indiretamente pelos fundos de pensão, entre membros ativos, dependentes e pessoas efetivamente assistidas. Os fundos de previdência fechada, como são chamados os fundos de pensão das empresas, são responsáveis não só por contribuir para o conforto da aposentadoria dos trabalhadores de empresas estatais e privadas, como também por investimentos importantes na economia e infraestrutura do País.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) são mais de 2,5 milhões de participantes ativos em 267 fundos de pensão fechados. Um deles, o OABPrev-PR, o fundo de pensão dos advogados do Paraná, obteve em abril deste ano o melhor resultado de arrecadação registrado nos 12 anos de existência da entidade. Foram mais de R$ 6 milhões em capital que se somaram ao patrimônio da instituição. Desse total, quase R$ 3 milhões foram de contribuições mensais e o restante de aportes e investimentos. 

Outro bom exemplo de fundo bem gerido é o DERMinas, criado no início dos anos 80 para atender funcionários do Departamento de Estrada e Rodagem (DER) de Minas Gerais. Com uma comunidade formada por cerca de 12 mil contribuintes, ao longo de sua trajetória, de mais de 30 anos de existência, se orgulha de nunca ter atrasado, um dia sequer, o pagamento dos benefícios aos seus assistidos.

Com cerca de 6.200 participantes, entre ativos e aposentados, o Abrilprev, com patrimônio de R$ 876 milhões, dá segurança para os funcionários e ex-funcionários da Editora Abril, que era até pouco tempo um dos maiores conglomerados de mídia da América do Sul.
O Funcefe, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, é o terceiro maior fundo de pensão do Brasil, conta com patrimônio de R$ 58 bilhões e aproximadamente 137 mil participantes. 

Criado em 1904, antes mesmo da Previdência Oficial – que só veio a surgir em 1923 -- , a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, está entre os maiores fundos de pensão da América Latina. 

Com quase 200 mil participantes, o Portalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, é também considerado com um dos maiores do Brasil e assim como outros fundos de estatais, Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), vem sofrendo com efeitos de ingerência política e má gestão. O Portalis sofreu, no ano passado, intervenção e o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a indisponibilidade de bens de seus ex-gestores por investimentos negligentes, que teriam causado prejuízo de R$ 1 bilhão.

Padres
Preocupados em como sobreviver dignamente ao alcançar idade avançada, os padres de Catanduva (SP) criaram, em 2013, um fundo para dlibar o “fantasma da miséria da aposentadoria” que assombra muitas gente. Para os padres a situação é mais agravante ainda, porque eles tem obrigatoriamente que renunciar ao casamento e não podem ter filhos para cuidarem deles na velhice.

A iniciativa pioneira dos sacerdotes da Diocese de Catanduva teve apoio do bispo Otacilio Luziano da Silva e tem sido vista com bons olhos pelo Vaticano que vem tentando expor essa bem sucedida experiência para beneficiar mais de 1 milhão de padres espalhados pelo mundo.

Dom Otacilio informa que são 38 padres contribuintes e três deles já recebem desse fundo três salários mínimos mensais. “Se fosse pelo INSS estariam recebendo apenas um salário mínimo”, afirma o bispo.

Vender seguros exige técnica e muito conhecimento do setor


Carlos Alexandre, diretor do Grupo San Martin

Da Redação
Seguro é algo que as pessoas precisam ter, mas vendê-lo não é tarefa fácil. É preciso conhecer bem do negócio e saber as necessidades que o cliente pode vir a ter para poder contratar um seguro.

E esse conhecimento Carlos Alexandre tem de sobra, devido à experiência acumulada há mais de 30 anos no ramo. Ele conta que iniciou na área de seguros, por insistência do seu pai, funcionário de da Cia. Internacional, mas que era 100% nacional. Acabou se tornando sócio de uma corretora de seguros em São José do Rio Preto, se habilitou em 1991 como corretor de seguros. 

Entre idas e vindas chegou a abandonar o negócio por alguns anos. Mas em 1995 reiniciou suas atividades no ramo. Fundou, junto com  a esposa Caroline Gouvêa a San Martin. Em 2013 ela vendeu a parte dela para Edinilson Lopes, sócio de Carlos Alexandre em todos os demais negócios.

“Criamos um atendimento personalizado para os clientes”, lembra, destacando terem sido um dos pioneiros a utilizar o pager (aparelho portátil capaz de receber mensagens, antes da existência do celular). “Garantíamos aos nossos segurados atendimento independentemente de dia e horário. Nos especializamos em seguros diferenciados, geralmente não praticados pela concorrência”.

No final da década de 90, Carlos Alexandre começou a ministrar cursos profissionalizantes durante as noites e finais de semana. Por conta disso recebeu convites para atuar também como consultor em diversas áreas. “Nesse interim familiarizei-me bastante com o mercado de franquias e cheguei a ter três unidades como franqueado de uma escola de informática e ensaiamos ali o processo de franquias para nossa corretora de seguros”.

Com visão futurista e profundo conhecedor de história, Carlos Alexandre costuma fazer tudo de forma planejada. Até a escolha do nome da empresa, San Martin, dado em homenagem ao libertador Francisco de San Martin y Matorras, que lutou pela independência da Argentina, Chile e Peru. Logo de cara esbarrou com a legislação da área de seguros e chegou até em pensar em desistir do processo de franchising.

Foram muitas idas e vindas à Susep e ao Sincor até que pudesse adequar o modelo de franchising aos padrões estabelecidos e aceitos. Em fevereiro 2014 Carlos Alexandre vendia a sua primeira unidade para um franqueado de uma cidade no Rio Grande do Sul. Com apenas três anos, a San Martin tinha atingido a marca de 300 unidades.

A sede da empresa, em São José do Rio Preto, emprega cerca de 80 funcionários. “Comercializamos praticamente todos os produtos disponíveis no mercado brasileiro e estrangeiros por meio das mais de trinta companhias seguradoras que representamos”, afirma. “Dentre esses produtos estão dois muito importantes: o seguro de vida, que indeniza a família a partir da perda de seu principal gestor, e a previdência privada, que além de trazer coberturas extras, como o próprio seguro de vida, garante renda do segurado como forma de reforçar sua aposentadoria”.

A franqueada Junia Pereira Oliveira de Souza, de Taquaritinga, conta que sempre sonhou em ter seu próprio negócio. “Eu e meu esposo pesquisando na internet encontramos a San Martin. Entramos em contato e obtivemos todo respaldo, que foi fundamental para nossa decisão”, afirma. “Escolhemos pelo atendimento, variedade de produtos e porque vimos um potencial muito grande para negócios, com mais de 30 seguradoras e produtos financeiros”.


De bumbum, língua a gatos e cachorros...

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABinpet), a população de animais domésticos no Brasil é a segunda maior do mundo. Em 28,9 milhões de lares tem ao menos um cachorro ou gato. 

De olho nesse mercado, já existe até corretora especializada em cães e gatos. A Saúde Pets atua em 13 Estados, inclusive em Brasília, representando uma seguradora e três empresas de planos de saúde.

E não são somente os animais de estimação que fazem parte da família dos segurados. Os equinos e bovinos também. Imagine o que é um raio queimar um investimento avaliado em R$ 2,4 milhões. Foi o que aconteceu, em 2014, com a vaca Asteca que pastava na Fazenda Fortaleza, na cidade de Valparaiso (SP). A fatalidade ocorrida com a vaca, premiada nas cinco principais exposições pecuárias do País fez com que muitos pecuaristas passassem a investir em seguros para seus animais.

No mundo dos negócios tem seguro para tudo que se possa imaginar

Bumbum da cantora Gretchen no seguro

Cães e gatos também tem seguro de vida


Da Redação
“Ao longo dos meus 32 anos de atuação na área de seguros já vi de tudo um pouco”. A afirmação é do empresário e corretor de seguros Carlos Alexandre, proprietário da San Martin, uma das maiores empresas do setor. E realmente existem seguros para tudo quanto é coisa que se possa imaginar.

As pernas do português Cristiano Ronaldo, eleito melhor jogador de futebol do mundo, estão seguradas a US$ 144 milhões (R$ 260 milhões). O seguro, na verdade, foi feito pelo Real Madrid, time pelo qual Cristiano Ronaldo joga, para se proteger no caso de o craque sofrer alguma contusão grave durante as partidas.

Outro jogador de futebol, o inglês David Beckham, que atua pelo clube norte-americano Los Angeles Galaxy, fez um seguro de US$ 149 milhões (R$ 398 milhões) para se garantir de eventuais lesões.

Recentemente o Corinthians fez um seguro no valor de R$ 6 milhões para o jogador Ronaldo, devido ao histórico de lesões do atleta. A apólice ajudará o clube a pagar o salário do jogador, caso ele se machuque.

Mas os seguros não são exclusividade dos astros de futebol. A cantora Mariah Carey segurou suas pernas em  US$ 1 bilhão (R$ 1,8 bilhão) e a atriz Jennifer Lopez receberá US$ 27 milhões (R$ 48 milhões) se algo drástico acontecer com o seu bumbum. 

No Brasil, Renata Frisson, a mulher Melão, fez seguro de R$ 1 milhão para os seus seios, que têm 500 milímetros de silicone cada um. Em 1998, a dançarina Carla Perez, então grupo É o Tchan, também segurou o seu bumbum em R$ 2 milhões. No ano passado a atriz mexicana também teve seguro de R$ 19 milhões para suas nádegas, pagos pela fabricante de jeans Cyclone.

Considerada como a rainha do rebolado, Gretchen também anunciou no começo deste ano que teria feito seguro de R$ 99 mil para o seu bumbum.

 Há outros exemplos de seguros não convencionais de partes do corpo. Gene Simmons, da banda de rock Kiss, segurou sua língua em US$ 1 milhão (R$ 1,8 milhão). O sêmen do cantor David Lee Roth’s, do grupo Van Halen, também vale US$ 1 milhão. Rod Stewart e Bruce Sprinsteen seguraram suas vozes em US$ 6 milhões (R$ 10,8 milhões).

O mercado de seguros vive momento de expansão. Carlos Alexandre afirma que somente 20% da população possui algum tipo de seguro, enquanto em países da Europa e Estados Unidos esses números são ao contrário. “Ainda temos muito a crescer”, finaliza.


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