sábado, 2 de junho de 2018

Livro de Arnon conta a história do jornalista mais premiado do Brasil


 
Arnon Gomes e José Hamilton Ribeiro durante tarde de autógrafos no Iguatemi
O jornalista Arnon Gomes lançou neste sábado, na Livraria Leitura do Shopping Center Iguatemi São José do Rio Preto, o livro “O Jornalista Mais Premiado do Brasil” que conta a vida e a trajetória profissional de José Hamilton Ribeiro. Sete prêmios Esso, o mais importante da imprensa brasileira, sendo um deles conquistado em São José do Rio Preto, onde criou e dirigiu jornal “Dia e Noite”, na década de 1970. O único jornalista brasileiro que esteve nos campos de combate da Guerra do Vietnã, em 1968. Um dos fundadores do Globo Rural, programa de TV onde brilha até hoje, no alto de seus 82 anos de idade.

Os dois jornalistas, autor e personagem principal do livro, estiveram na livraria para uma tarde de autógrafos. Pacientemente e sempre sorridentes, os dois jornalistas, durante quase três horas, entre um abraço e outro afago,  autografaram dezenas de livros.
Autor de quinze livros derivados de suas reportagens, sendo o primeiro, "O Gosto da Guerra", em função da reportagem sobre a Guerra do Vietnã, que José Hamilton fez para a revista Realidade em 1968, ocasião em que perdeu uma perna ao pisar numa mina terrestre.
Entre as redações por onde passou, estão as das revistas Realidade e Quatro Rodas, do jornal Folha de S.Paulo  e dos programas Globo Repórter, Fantástico e Globo Rural, de onde é repórter e editor. Na década de 70, ele mudou-se para o interior paulista, onde foi diretor do jornal “O Diário”, de Ribeirão Preto, em 1975, e dirigiu o “Dia e Noite”, de São José do Rio Preto, em 1977, quando ganhou mais um Prêmio Esso, na categoria Regional Sudeste, com a matéria “Na boca da milésima extracorpórea”.
José Hamilton foi presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico e ocupou vários cargos no Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo. Em 1991, vice-presidente da entidade, na gestão de Antonio Carlos Fon, foi encarregado de dar nova vida ao jornal do sindicato, o “Unidade”. Entre a mudanças, criou uma coluna em os jornalistas apareciam, não importasse qual o motivo: se tinha casado, mudado de casa ou de trabalho, etc. Batizada de Moagem, palavra que no Mato Grosso do Sul serve para qualificar as novidades, as fofocas, comentários sobre a vida alheia das pessoas que fazem rodinhas na porta de igrejas, em casamentos e do lado de fora dos velórios, a coluna rapidamente passou a ser a mais lida do jornal. Por conta disso, foi crescendo, ganhou uma página, duas, três, até que não coube mais só no Unidade. Virou fax semanal e em 1995 se transformou num periódico que passou a se chamar Jornalistas & Cia.
No livro, Arnon começa contando a história do menino nascido na pequena Santa Rosa de Viterbo, que, desde cedo, demonstrava vocação para o jornalismo e a literatura. Para estudar, José Hamilton morou em Casa Branca, São Simão, Ribeirão Preto e Franca. Mas foi em m São Paulo, consagrou-se jornalista, passando pela Folha de S. Paulo, Quatro Rodas, Veja e a mítica revista Realidade, última palavra em matéria de jornalismo em revista no Brasil. Foi por essa publicação que se tornou um nome nacional, ao cobrir a Guerra do Vietnã, onde perdeu parte da perna esquerda ao pisar numa mina terrestre.


Mas a obra se propõe a ir além. Procura explicar o motivo de, entre os jornalistas de sua geração, provavelmente a mais brilhante da história da imprensa brasileira, Zé Hamilton ser o único a ficar tanto tempo na reportagem, mesmo com o avanço da TV e, posteriormente, da internet. Procura desvendar quais os macetes que o tornaram o jornalista brasileiro com o maior número de prêmios. E mais, resgata suas reportagens inesquecíveis, em momentos cruciais da vida brasileira, e o legado que deixou.

Toda essa saga é contada com depoimentos do próprio biografado e também de pessoas que conviveram com ele – jornalistas que também possuem grandes trajetórias, além de amigos e familiares. Bastante ilustrado, o livro é dividido em dez capítulos e tem 260 páginas. O prefácio é de autoria do jornalista Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo e genro de José Hamilton.

Sobre o autor

Nascido em Santos e hoje com 35 anos, Arnon Gomes é jornalista formado pela Unisanta (Universidade Santa Cecília).Possui também pós-graduação em História e Cultura e é autor de outros quatro livros: "Com véu de alegoria – cem anos de carnaval em Araçatuba" (Somos, 2008), "Genilson Senche, homem de ideias e ação" (Somos, 2011), “Tuco, uma vida dedicada à educação” (Ekográfica, 2017) e “Napo, o Arquivo da Velha Senhora” (Ekográfica, 2017). É também membro da Academia Araçatubense de Letras desde novembro de 2015. E foi até pouco editor-chefe do jornal “Folha da Região”, de Araçatuba.


Futuros leitores do livro fizeram fila para pegar autografo dos jornalistas Arnon Gomes e Hamilton Ribeiro



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