quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Sindicato contesta palavras do governador Alckmin


O Sindpesp, sindicato que representa os funcionários da Polícia, emitiu nota em que  lamenta que "a Secretaria da Segurança Pública insista em subestimar a inteligência da população paulista, ao responder de forma incompleta o questionamento realizado pela reportagem do SBT Brasil que foi ao ar nesta terça à noite, 23 de janeiro, a respeito de uma das maiores vergonhas da gestão Geraldo Alckmin, o déficit da Polícia Civil do Estado de São Paulo". Para assistir à reportagem, acesse: https://goo.gl/s3mt2a

Segundo a nota, o Sindpesp não distorce fatos, pois todos os números são extraídos fidedignamente do Diário Oficial do Estado, já que há acompanhamento permanente das publicações referentes à polícia judiciária paulista. O “Defasômetro” é integralmente embasado pelos dados que se originam do Governo, principalmente, da secretaria da segurança pública. "Enquanto o governador utiliza palavras para argumentar, o sindicato possui cada registro do Diário Oficial que alicerça todas as suas afirmações. Além disso, o Sindpesp solicitou ao governador audiência para tratar dos assuntos pertinentes à falta de investimento na Polícia Civil por diversas vezes, solicitações jamais atendidas mas que podem ser comprovadas através de documentos, que possuímos".

"Quando se fala que o Sindpesp erroneamente computa as vagas de carcereiros para justificar o déficit, ignora-se convenientemente que tal carreira servia à polícia não somente em suas funções ordinárias, mas também em diversas outras, inclusive, colaborando em plantões, atendendo à população e redigindo boletins de ocorrência. Tal fato é fruto justamente do déficit monstruoso a que o governador Alckmin submeteu a Polícia Civil".

"Os números divulgados sobre efetivo, novamente, são inverossímeis. O próprio Sindpesp publicou no final do ano passado que, dos 1.240 nomeados no mesmo período, apenas 773 eram novos integrantes da Polícia Civil, pois 281 não apareceram na cerimônia e 186 já eram policiais civis, ou seja, apenas mudaram de cargo. Além disso, a insistência em sempre responder a respeito das 2.750 vagas autorizadas é inadequada já que, até agora, o que se vê na prática é abertura nenhuma de concurso. Vale dizer que mesmo que tais vagas se concretizem, ainda assim, não reduzirão a trágica situação causada pelo Governo, a do déficit de cerca de 12 mil cargos!"

"Falando em “investimentos”, é importante frisar à população que o Governo de São Paulo paga o PIOR salário do Brasil para seus delegados de polícia. Mais: não repõe as perdas inflacionarias desde 2012 e, para piorar, recentemente, anunciou um “aumento” deboche de 4%, encerrando o ano passado com dois decretos que excluíram da Polícia Civil R$ 141.710.405,00, recurso que deveria ser utilizado para investimentos e para pagar aos delegados de polícia o dissidio, um direito inquestionável".

A promessa de modernização de 120 delegacias é, antes de uma benesse, uma obrigação. Senão vejamos: as delegacias são locais permanentes de atendimento ao povo que elegeu o governador, portanto, nada mais correto e obrigatório que torna-las ambientes confortáveis, algo infelizmente difícil de ser encontrado na maioria das unidades existentes hoje, no estado.

Para encerrar," o que tem a ver a insuperável capacidade profissional dos policiais civis paulistas em reduzir o crime de homicídio, com as críticas verdadeiras que o Sindpesp realiza a respeito de seu governo? O homicídio caiu 47% no Estado graças à vocação e ao profissionalismo dos heróis da Polícia Judiciária que, mesmo sofrendo imensa desvalorização há décadas, não deixam de servir à população paulista, enfrentando o crime e pondo quadrilhas inteiras atrás das grades".

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