quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Curso online ensina como identificar notícias falsas

 Iniciativa desenvolvida por professores universitários ganhou o apoio do Facebook 


Como identificar notícias falsas que circulam pelas redes sociais? A resposta está em um curso online gratuito desenvolvido por professores universitários e que ganhou o apoio do Facebook. A iniciativa, batizada de "Vaza, Falsiane!", é um dos projetos de news literacy (alfabetização de notícias) anunciados pelo Facebook na última semana.

O curso é voltado ao público em geral, especialmente adolescentes, jovens adultos e educadores, e foi desenvolvido pelos professores Ivan Paganotti (MidiAto ECA-USP), Leonardo Sakamoto (PUC-SP) e Rodrigo Ratier (Faculdade Cásper Líbero). O nome foi inspirado no neologismo "falsiane", termo utilizado para se referir a pessoas falsas.

O objetivo, segundo o Facebook, é "ampliar a competência para a leitura de notícias, incentivar uma postura crítica sobre as fontes de informação e contribuir para a qualidade do debate na rede." A ideia do curso, que será estruturado em vídeos curtos com personalidades, memes, listas e testes, surgiu durante uma mesa redonda promovida pelo Facebook em setembro do ano passado. O encontro reuniu acadêmicos, especialistas e representantes de agências de checagem de fatos e de associações de jornalismo, que discutiram as raízes da desinformação no Brasil e propuseram soluções para esse problema.

"Identificar as ‘Falsianes’ que circulam no noticiário é competência fundamental no mundo de hoje. Assim como identificar seus diferentes subtipos, que vão de informações claramente falsas a verdades editadas e dados enviesados”, diz o professor Paganotti. O projeto está previsto para chegar ao público até o mês de junho.

Bot no Messenger
Outra iniciativa que surgiu durante a mesma mesa redonda foi o desenvolvimento de um bot para Messenger que orientará pessoas obre como trafegar no universo de informações na internet, para que elas próprias possam checar informações. O bot recebeu o nome de Fátima, que vem "FactMa", abreviação de "FactMachine" (máquina de fatos, em inglês). 

O bot conversará com as pessoas pelo Messenger para ajudá-las no processo de verificação de informações encontradas na internet. A ideia é fazer com que as pessoas sintam-se seguras para navegar pelo conteúdo online sem medo de serem enganadas, sendo capazes de identificar sozinhas uma notícia falsa.

A ideia é dos criadores da plataforma Aos Fatos, um site integrante da International Fact-Checking Network utilizado para checagem sobre a veracidade de informações políticas. “Mais do que dizer se uma notícia é falsa, verdadeira ou algo no meio do caminho, será possível mostrar como reconhecer fontes confiáveis e se adaptar ao ambiente informativo”, explica a diretora executiva e cofundadora do Aos Fatos, a jornalista Tai Nalon.

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